Amigos do Thomas

O Projeto Coração Valente necessita de amigos para ir adiante

Written by Lou Mello

O que faz qualquer projeto social cumprir seus objetivos são as pessoas envolvidas nele.

A quantidade de pessoas varia de acordo com a natureza do projeto. A administração eficaz recomenda termos tantas pessoas quanto necessitarmos.

A causa que abraçamos é a dos cardiopatas congênitos, crianças e adultos. No começo, lá pros idos de 1996, sonhamos com muitos projetos.

Tinha feito uma viagem recente aos Estados Unidos e tive a oportunidade de conhecer um hospital em Louisville – Kentucky onde havia uma ala (estou falando de um prédio de muitos andares) destinada aos cardiopatas congênitos, inteiramente. Fui convidado a conhecer, por dentro, as instalações, os móveis e utensílios, os equipamentos médicos de última geração e as equipes de atendimento, completas com todas as especialidades necessárias mais a possibilidade de convocar qualquer outro profissional em menos de cinco minutos, em casos de urgência. Todos trabalhavam com folga, calma e tranquilidade, pois estavam ali em quantidade suficiente.

Com esse exemplo em mente, imaginei o alvo de motivar alguém na iniciativa privada a construir um hospital com essas peculiaridades. Louisville tinha uma população de 250 mil pessoas quando estive lá e já havia esse exemplo de competência. Morei em Sorocaba – SP, cidade com população de 600 mil habitantes e PIB equivalente a Louisville.

Cheguei a conversar com uma assessora do prefeito sorocabano Dr.Vitor Lippe, um médico, na época e, também com o secretário de saúde da cidade sobre tal ideia. Certamente eles me tomaram como um lunático (nos meios sociais, me chamam carinhosamente de Lounático), até hoje, não dispõem de leitos em UTI suficientes para recém nascidos com problemas de saúde, quanto mais uma ala específica para os cardiopatas congênitos, em um prédio anexo, no Hospital da Unimed, Samaritano ou no Evangélico.

Muito embora as cardiopatias congênitas ocupem o primeiríssimo lugar na lista de mortalidade infantil dessa cidade, aliás, como em quase todas as cidades do país. Informação essa que você só achará aqui, porque políticos e mídia escondem esse detalhe.

Outros projetos me ocorreram ao longo dos anos, como a informatização do atendimento aos cardiopatas congênitos em nível nacional, o que nos daria autonomia e assim, agilizarmos exponencialmente o atendimento médico, especialmente os cirúrgicos e os procedimentos complexos. Mas o único implementado até agora foi esse site. Claro. Ele é um embrião para a ideia de informatização citada acima.

Isso me lembra minha participação em um projeto para a questão das crianças moradoras de rua em Sorocaba. Foi lá na secretaria municipal que cuidava dos problemas sociais da cidade, no setor destinado a menores. Esse projeto atenderia chamada realizada pela então primeira dama, esposa do presidente Fernando Henrique Cardoso, Ruth Cardoso, para candidatar-se à uma verba especial. Foi lá pelos idos de 1999. Sugeri implantarmos um serviço de monitoria informatizado das crianças de rua, de tal maneira que pudéssemos obter todas as informações delas e suas andanças, sem ser invasivos, mas no intuito de protege-las. Fomos contemplados e a grana enviada, mas nunca foi empregada no projeto, que nunca saiu do papel. E as crianças? Sei lá.

Fizemos muito, dentro do que podíamos, mas como diria meu pai enfaticamente, “uma andorinha só, não faz verão”. Precisamos de milhares de pessoas para deixarmos a fase do projeto e podermos implantar os projetos tornando-os realidades.

Sei como se faz por aí. Existem muitos de captadores de recursos trabalhando por aí. Cem por cento deles, correndo atrás de dinheiro. Sou um profissional nessa área, mas não corro atrás de dinheiro, preciso de pessoas. As pessoas nos ajudarão o conseguir o necessário, seja com conhecimentos, suas influências, suas apresentações, propagando nossas necessidades de mais e mais pessoas. Quanto a contribuições, Deus tocará no coração daqueles capazes de ouvi-lo e eles contribuirão, sem precisar lembra-los.

Então, comece fazendo sua inscrição nesse site. Veicularemos uma Newsletter mensal com notícias e artigos relacionados às questões afeitas aos cardiopatas congênitos. Agora se, por alguma razão, você tiver alguma lista de nomes (também contendo endereço, e-mail obrigatoriamente e celular, tel. fixo, gênero, idade, religião, etc. opcional) que possa doar, será espetacular. Pra você ter uma ideia, pretendo angariar 100 mil nomes, para começar. Com eles, enviaremos as Newsletter e outras informações de modo pessoal, via correio e fax. Não haverá possibilidade de inserir propaganda de qualquer espécie aí. Salvo as questões relacionadas aos nossos projetos relacionados aos Cardiopatas Congênitos e suas necessidades.

Outra ajuda seria compartilhar essa solicitação ao máximo, por todas as vias (redes sociais, etc.).

Esse projeto nunca foi uma pretensão minha. Ele pertence a uma comunidade e eu sou um mero ajudador, com vontade de contribuir como puder e assumindo a coordenação enquanto existir ou quando for melhor, para o todo, passar a bola.

Mais uma vez, fico muito grato a todos vocês, em nome dos cardiopatas congênitos e seus familiares.

Deus os abençoe abundantemente, sempre.

About the author

Lou Mello

Fui pai de um cardiopata congênito por 25 anos. Meu filho mais novo, o Thomas Henrique nasceu em 11 de maio de 1988 com dupla via de saída no ventrículo direito, transposição dos grandes vasos na base, estenose da pulmonar com válvula atrésica, CIVs múltiplas e PCA aberto. Passou por três cirurgias, vários cateterismos, um monte de exames e tomou medicamentos a beça. Na primeira cirurgia construiram um Blalock, na segunda uma Emy Fontan cavo pulmonar e na última fizeram a correção total, com implante de uma válvula pulmonar humana dissecada. Após a cirurgia ficou internado na UTI por dez dias, quando faleceu, no dia 20 de abril de 2014, a 21 dias de completar 25 anos. Claro que o considero meu filho para sempre, onde quer que ele esteja, agora. Nosso trabalho com ele terminou, mas ele nos deixou a missão de apoiar os cardiopatas congênitos enquanto vivermos. Esse é o meu propósito principal de vida, enquanto viver.

Leave a Comment