Cardiopatias Congênitas em Adultos


Dr. José María Oliver
Jefe UCCA, UCC, HU Montepríncipe y HU La Paz

Perspectiva histórica
Em 1938, Robert Gross, cirurgião pediátrico de Boston realizou a primeira ligação de um “ductus arteriosus”, em uma garota de sete anos e meio, inaugurando assim, a cirurgia cardíaca em cardiopatias congênitas.

Desde então, foram desenvolvidas técnicas cirurgicas e procedimentos terapêuticos para tratar qualquer tipo de cardiopatia congênita não associada a anomalias cromossômicas ou sistemas inviáveis. (tabela 1).

Tabla 1. Evolução histórica da cirurgia cardíaca em cardiopatias congénitas
Año

Autor

Procedimiento

1938

Gross

Ligadura de Ductus

1944

Crafoort

Resección de Coartación

1945

Blalock

Fístula Subclavio-pulmonar

1948

Brock

Comisurotomía Pulmonar

1953

Lillehei

Parche Interventricular

1955

Kirklin

Corrección de T de Fallot

1964

Mustard

Correção Fisiológica T.G.A.

1967

Rastelli

Conductos Protésicos

1971

Fontan

Conexión atrio-pulmonar

1975

Jatene

Correção Anatômica T.G.A.

1981

Norwood

Ventrículo Izqdo Hipoplásico

1986

Fricker

Trasplante Cardiaco en niños

 

 

O resultado tem sido um impressionante progresso, que permite que a maioria de vocês (mais de 85%) cheguem à idade adulta. Essa porcentagem pode seguir aumentando, devido à melhoria contínua das técnicas cirúrgicas e terapêuticas durante a idade pediátrica. Nosso país não tem sido alheio a esta evolução e uma estimativa conservadora indica que já somos, na Espanha, mais de 60.000 adolescentes e adultos com cardiopatia congênita.

Formas clínicas de evolução
Alguns de vocês tiveram uma evolução natural; outros precisaram de alguma intervenção terapêutica (cirurgia ou procedimento percutâneo -cateterismo-) realizada durante a idade pediátrica. Cada vez são mais frequentes os do último grupo, alcançando atualmente mais de 50% dos casos em consultas de cardiopatias congênitas de adolescentes e adultos.

Espectro diagnóstico
Esta ação está mudando profundamente a forma dos problemas que poderão ser resolvidos por cardiologistas de adultos. Há duas ou três décadas, somente os que tinham cardiopatias congênitas simples (comunicação interauricular, comunicação interventricular, ductus arteriosus, valvulopatia aórtica bicúspide ou coartação aórtica) alcançavam a vida adulta sem intervenção médica alguma. Agora chegam à vida adulta a maioria de vocês, com cardiopatias congênitas complexas e sérias (Tetralogia de Fallot, canal av comum, transposição dos grandes vasos ou ventrículo único), mas em estado “modificado” pelas intervenções realizadas durante a idade pediátrica. A tabela 2 mostra uma classificação das cardiopatias congênitas, em função do seu grau de complexidade. Os que têm cardiopatias simples não precisam de um acompanhamento altamente especializado. Os que têm cardiopatias de complexidade moderada devem manter revisões regulares por um cardiologista especializado em cardiopatias congênitas. Finalmente, os que têm cardiopatias complexas devem manter uma supervisão muito rígida em unidades especializadas em cardiopatias congênitas de adultos.

Fonte: Cardiopatias Congênitas. net

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