Deus, a alternativa?

Quem é Deus para você? Uma alternativa?

Sabe, hoje acredito que a medicina é a alternativa, enquanto Deus é a solução. Infelizmente, cheguei a essa conclusão pela via dolorosa. Coloquei meu filho e minhas esperança nas mãos da medicina e ainda orei para o Senhor nosso Deus salvá-lo pelas mãos dos médicos, hospitais, laboratórios, farmácias, etc.

Resultado? Perdi meu filho, que faleceu na UTI, durante sua recuperação da terceira cirurgia super complicada.

“O taverneiro era um velho gordo e jovial. Realmente era tão gordo e redondo que dava a impressão de rodar quando andava e, dificilmente, podia se afirmar que tinha dois olhos.

Quando reconheceu Emílio (um dos mestres), ele pediu para ser curado, pois morreria se não fosse logo socorrido. Soubemos que o serviço dessa hospedaria passava de pais para filhos a centenas de anos. Esse taverneiro estava nessa função há setenta anos.

No começo, ele fora curado de um mal congênito, tido como incurável (muito provavelmente, no coração), e desde então se entregou ao trabalho espiritual por dois anos.

Findo esse tempo, foi se desinteressando e começou a ocupar os outros para livrar-se de suas dificuldades. Isso durou cerca de vinte anos, durante os quais, parecia gozar de uma saúde de ferro.

Subitamente caiu nos seus antigos erros sem querer fazer o esforço de sair de sua aparente letargia. Era um caso típico como centenas de outros. Seus congêneres viviam sem dar conta do mal. Todo esforço se tornava um pesado fardo para eles. Todos se desinteressavam e suas orações e apelos se tornavam mecânicos em vez de ser formulados com um sentido profundo ou um intimo desejo.

Agora ele precisa de uma outra cura, para um novo problema.”

Essa história foi compilada do livro “A Vida dos Mestres” e acredito que tenha se passado lá pelos idos do final do século XIX.

Pelo menos dois pontos são muito interessantes para nós. Primeiro, a menção de um cardiopata congênito (provavelmente) já diagnosticada, naquela época, talvez sem os detalhes possíveis de serem localizados em nossos dias. Segundo, esse homem (taverneiro) foi curado por Deus através  dos mestres.

Talvez haja algo para você, nesse caso.

 

Author: Lou Mello

Fui pai de um cardiopata congênito por 25 anos. Meu filho mais novo, o Thomas Henrique nasceu em 11 de maio de 1988 com dupla via de saída no ventrículo direito, transposição dos grandes vasos na base, estenose da pulmonar com válvula atrésica, CIVs múltiplas e PCA aberto. Passou por três cirurgias, vários cateterismos, um monte de exames e tomou medicamentos a beça. Na primeira cirurgia construiram um Blalock, na segunda uma Emy Fontan cavo pulmonar e na última fizeram a correção total, com implante de uma válvula pulmonar humana dissecada. Após a cirurgia ficou internado na UTI por dez dias, quando faleceu, no dia 20 de abril de 2014, a 21 dias de completar 25 anos. Claro que o considero meu filho para sempre, onde quer que ele esteja, agora. Nosso trabalho com ele terminou, mas ele nos deixou a missão de apoiar os cardiopatas congênitos enquanto vivermos. Esse é o meu propósito principal de vida, enquanto viver.

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